Prefeitura de Arujá
Júri simulado lota plenário da Câmara
16-08-2017
Um público grande e participativo lotou o plenário da Câmara de Arujá nesta quarta-feira (16/8) para assistir ao júri simulado de violência contra a mulher organizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e o Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

Preparada com o objetivo de provocar reflexões no mês em que a Lei Maria da Penha (11.340/2006) completa 11 anos, a simulação apresentou a história fictícia do casal Francisca e João do momento em que se conhecem e se apaixonam no trabalho ao instante que ficam frente a frente diante de juiz, promotor e jurados em uma ação movida pelo Ministério Público por conta da violência doméstica. O agressor termina condenado a oito anos.

“O júri serve para apresentarmos todo o contexto social que envolve a violência doméstica. A história não é diferente das milhares que ocorrem todos os dias, principalmente nas periferias. São pessoas que se conhecem e após um tempo passam a conviver com conflitos, perda de emprego e cobranças que a sociedade impõe tanto ao homem quanto à mulher”, explicou a diretora do Sindicato, Cleonice Caetano Souza.

“A cada três minutos uma mulher é agredida e nossa iniciativa provoca discussões sobre o tema. Falamos de dependência emocional e sentimental e sobre empoderamento. Em dez anos já ajudamos muitas mulheres que viviam em situação de violência”, afirmou.

Desenvolvido desde o primeiro aniversário da Lei Maria da Penha, o júri simulado é uma forma lúdica de abordar o tema da violência contra a mulher. “A gente fala o que é a lei, o que são medidas protetivas, quais os tipos de violência existentes porque estas informações ainda não estão muito claras, principalmente para moradores de periferias”, disse a coordenadora de Assistência Social do Sindicato.
Alerta

Presente no evento, a secretária de Assistência Social de Arujá, Maria Luzia Bortone Salles Couto, classificou a iniciativa como um importante alerta às mulheres. “Vivemos um momento importante de reflexão desta lei que vem dar segurança à mulher, uma conquista da sociedade brasileira”, disse.

A adjunta da Pasta, Lucia Ribeiro, que organizou o evento, afirmou que o debate diante de jovens, homens e mulheres de todas as idades é fundamental para uma mudança de mentalidade. “A violência é algo tão horrível e quando acontece no ambiente doméstico afeta também os filhos e outras pessoas da família. Discutir sobre isso é um dos passos para mudarmos a realidade”, afirmou.

Sala Rosa

Já o prefeito José Luiz Monteiro lamentou a falta de respeito, valorização e proteção à mulher. “Triste é a sociedade que precisa de leis para garantir o que deveria estar na consciência das pessoas. A violência contra a mulher não é só física, mas também existe no fato de ela ter um salário menor que o homem no mercado de trabalho e outros problemas do dia a dia”, disse.

Ele também reiterou a implantação em andamento da Sala Rosa, um espaço na Delegacia de Polícia que será voltado exclusivamente para o atendimento de mulheres vítimas de violência. “Espero que este serviço nos ajude a diminuir os casos e aumentar a punição aos agressores”, afirmou.

Além dos vereadores, comparecerem ao evento representantes de entidades de classe, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), alunos da ETEC (Escola Técnica Estadual) de Arujá e membros do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

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