Prefeitura de Arujá
Semana de Africanidades no CMEI Márcia Poli
30-11-2018
O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Márcia Poli, que fica no Bairro Mirante, em Arujá, realizou diversas atividades pedagógicas sobre o tema “Africanidades” durante o mês de novembro. Todas as turmas participaram.

Os alunos do Maternal I (3 anos) realizaram uma roda de conversa, a partir da leitura do livro o “Cabelo de Lelê”, sobre a cor da pele de cada criança e de cada adulto e das diferenças de cada um. Foi ressaltado quanto à semelhança entre familiares e parentes. A seguir, os alunos realizaram a pintura da personagem do livro, com giz de cera e cola colorida, mostrando assim a beleza da pele e do cabelo enrolado.

Dentre as histórias trabalhadas, foi abordada a leitura “A Princesa Negra e o Sapo”, o filme “Kirikou e os Animais Selvagens” para desenvolvimento do tema Africanidades.

 Tendo como objetivo proporcionar momentos de interação para a criança identificar e respeitar as semelhanças e diferenças de cada indivíduo, foram realizadas diversas atividades de forma simples e lúdica com a abordagem de diferentes etnias, dentre elas: roda de conversa com enfoque nas diferenças e na importância do respeito a cada pessoa; vídeo e dramatização com fantoche sobre a história “Bonecos de todas as cores”, onde cada criança levou o seu fantoche para a sua casa a fim de recontar a história e mostrar à família a importância pelo respeito às diversidades; confecção de bonecos, com base no seu autorretrato, onde a criança observou a sua cor e com auxílio da mistura de tintas, até alcançar o seu tom de pele, coloriu o seu próprio boneco. Após a pintura, as crianças vestiram os bonecos e os enfeitaram com cabelos, sempre levando em conta suas características físicas.

Foram abordadas histórias com foco nas diversidades étnicas e culturais dos alunos, ressaltando a importância dessas diversidades. Os títulos abordados foram: “A menina bonita do laço de fita”; “Bruna e a galinha D'angola”; “Que cor é a minha cor?”; “A bonequinha Preta”; “Arabela mimada que só ela”; “Cabelo de Lelê”; entre outras histórias.

 A ação pedagógica abordou um pouco da cultura africana nos aspectos das vestimentas, geralmente festivas de panos envolvendo o corpo e principalmente a cabeça – os turbantes – que são utilizados para proteção da cabeça. Ainda as “Abaiomys”, bonecas feitas de pano das saias amarradas que as negras faziam para acalmar seus filhos. Para finalizar, foram apresentadas as diferentes máscaras, utilizadas nas diferentes festividades, com diferentes significados.

Todo o trabalho foi realizado em equipe, envolvendo educadores, alunos e a comunidade, com vistas ao estímulo, à criatividade, desenvolvimento da coordenação motora global, bem como visando que os pequenos agreguem novos valores às suas vidas.

O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado no Brasil em 20 de novembro. Foi criado em 2003 como efeméride incluída no calendário escolar — até ser oficialmente instituído em âmbito nacional mediante a lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011, sendo feriado em cerca de mil cidades em todo o país e nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro através de decretos estaduais.

A ocasião é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

 Diversas unidades municipais também realizaram ações alusivas à data ao longo do mês de novembro
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